terça-feira, 27 de abril de 2010
Milionária australiana deixa R$ 2,50 para as filhas
Fortuna de ex-prefeita de Adelaide era de R$ 5,5 milhões; ela acusava a família de conspiração.
Uma milionária australiana deixou de herança às filhas o equivalente a apenas R$2,50 para cada.
A socialite Valmai Roche tinha uma fortuna equivalente a R$ 5,5 milhões, mas decidiu punir as filhas porque acreditava que conspiravam contra ela.
Valmai deixou a mesma quantia para o ex-marido, John Roche, empreendedor imobiliário e ex-prefeito de Adelaide.
No testamento, feito por Roche em 1987, ela deixava apenas "30 moedas do valor mais baixo" às filhas. E disse que a quantia era "muito dinheiro para Judas".
Roche determinou ainda que as filhas e o ex-marido, do qual se separou em 1983, fossem excluídos "de qualquer outro benefício".
As filhas, Deborah Hamilton, Fiona Roche e Shauna Roche, acreditam que sua mãe estava "delirando" quando escreveu o testamento. Elas entraram na Justiça alegando que deveriam ter direito a herança.
No momento, a quantia deixada por Roche está destinada à organização beneficente católica Knights of the Southern Cross.
A aposentada morreu em março de 2009, aos 81 anos, de causas naturais.
Os advogados da família não fizeram declarações sobre o caso.
Fonte:BBC
Uma milionária australiana deixou de herança às filhas o equivalente a apenas R$2,50 para cada.
A socialite Valmai Roche tinha uma fortuna equivalente a R$ 5,5 milhões, mas decidiu punir as filhas porque acreditava que conspiravam contra ela.
Valmai deixou a mesma quantia para o ex-marido, John Roche, empreendedor imobiliário e ex-prefeito de Adelaide.
No testamento, feito por Roche em 1987, ela deixava apenas "30 moedas do valor mais baixo" às filhas. E disse que a quantia era "muito dinheiro para Judas".
Roche determinou ainda que as filhas e o ex-marido, do qual se separou em 1983, fossem excluídos "de qualquer outro benefício".
As filhas, Deborah Hamilton, Fiona Roche e Shauna Roche, acreditam que sua mãe estava "delirando" quando escreveu o testamento. Elas entraram na Justiça alegando que deveriam ter direito a herança.
No momento, a quantia deixada por Roche está destinada à organização beneficente católica Knights of the Southern Cross.
A aposentada morreu em março de 2009, aos 81 anos, de causas naturais.
Os advogados da família não fizeram declarações sobre o caso.
Fonte:BBC
MONTENEGRO DIZ QUE NÃO PROCESSARÁ CLIENTE - Em entrevista à TV, Ciro Gomes acusa Ibope de vender pesquisa
O presidente do Ibope, Carlos Augusto Montenegro, afirmou que não pretende processar o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE). Em entrevista à Rede TV nesta madrugada (26), o ex-governador e ex-ministro questionou a lisura do instituto de pesquisa e disse que Montenegro é capaz de "vender a própria mãe".
O presidente do Ibope não se alterou com a menção feita por Ciro à sua genitora. "Eu vendo pesquisa. Não vendo resultado. Esse negócio de vender até a mãe é até um elogio, porque eu acho que sou um bom vendedor ", brincou.
Ele declarou que não pretende processar o deputado cearense, que oficialmente ainda é pré-candidato à Presidência pelo PSB. "Jamais! Isso aí é paixão das campanhas. Às vezes as pessoas falam um pouco demais. Jamais vou processar, ainda mais um grande cliente como ele. Com uma família que também é cliente", disse Montenegro ao iG. "É normal que ele esteja ressentido com todo o mundo. Respeito esse momento dele de tristeza, de ele estar abandonando um projeto. Mas o Ciro sempre foi um dos principais clientes do Ibope. Duvido que, pelo caráter dele, pela seriedade dele, ele pactuasse com alguma coisa errada ", afirmou.
Montenegro aproveitou para dizer que outras pessoas ligadas ao ex-ministro também contratam pesquisas do Ibope. "O Ciro sempre foi um grande cliente, o senador Tasso Jereissati, amigo dele, também sempre foi um grande cliente, e o Cid Gomes (irmão e aliado de Ciro), quando prefeito de Sobral e como governador do Ceará, é um grande cliente."
O presidente do Ibope também não se incomodou com o questionamento feito pelo deputado à integridade dos números dos institutos de pesquisa. "Nenhuma empresa, principalmente um instituto de pesquisa, que vive de credibilidade, se sustenta 70 anos se não for sério. Nossa maior herança é a ética, a seriedade, é trabalhar para todos os partidos, de situação, de oposição".
Fonte:IG Rio | 26/04/2010
O presidente do Ibope não se alterou com a menção feita por Ciro à sua genitora. "Eu vendo pesquisa. Não vendo resultado. Esse negócio de vender até a mãe é até um elogio, porque eu acho que sou um bom vendedor ", brincou.
Ele declarou que não pretende processar o deputado cearense, que oficialmente ainda é pré-candidato à Presidência pelo PSB. "Jamais! Isso aí é paixão das campanhas. Às vezes as pessoas falam um pouco demais. Jamais vou processar, ainda mais um grande cliente como ele. Com uma família que também é cliente", disse Montenegro ao iG. "É normal que ele esteja ressentido com todo o mundo. Respeito esse momento dele de tristeza, de ele estar abandonando um projeto. Mas o Ciro sempre foi um dos principais clientes do Ibope. Duvido que, pelo caráter dele, pela seriedade dele, ele pactuasse com alguma coisa errada ", afirmou.
Montenegro aproveitou para dizer que outras pessoas ligadas ao ex-ministro também contratam pesquisas do Ibope. "O Ciro sempre foi um grande cliente, o senador Tasso Jereissati, amigo dele, também sempre foi um grande cliente, e o Cid Gomes (irmão e aliado de Ciro), quando prefeito de Sobral e como governador do Ceará, é um grande cliente."
O presidente do Ibope também não se incomodou com o questionamento feito pelo deputado à integridade dos números dos institutos de pesquisa. "Nenhuma empresa, principalmente um instituto de pesquisa, que vive de credibilidade, se sustenta 70 anos se não for sério. Nossa maior herança é a ética, a seriedade, é trabalhar para todos os partidos, de situação, de oposição".
Fonte:IG Rio | 26/04/2010
Stephen Hawking: "Há vida extraterrestre, mas devemos ignorá-la"
26 de Abril de 2010
além do planeta Terra existem formas de vida, mas os humanos devem fazer todo o possível para evitar contatos com espécies alienígenas, opina Stephen Hawking, celebre astrofísico britânico e um dos cientistas mais importantes da atualidade.
"A vida biológica seguramente existe em muitas partes do Universo. Além da superfície planetária, poderia se encontrar nos núcleos de estrelas e nos espaços cósmicos em forma de nuvens de microorganismos", assinala Hawking em um novo documentário que será exibido pela cadeia de televisão Discovery, cujos trechos foram resumidos pelo semanário britânico The Sunday Times.
A argumentação de Hawking a favor da existência de vida extraterrestre é muito simples: o Universo tem 100 bilhões de galáxias, com bilhões de estrelas em cada uma delas, assim, a possibilidade de que haja vida somente no planeta Terra é praticamente nula.
"A partir do ponto de vista matemático, a existência de alienígenas é uma conclusão racional. O problema está na aparência e nas intenções que tiverem esses alienígenas", indica o cientista.
Na opinião de Hawking, na maioria dos casos se trataria de alálogos dos micróbios e organismos primitivos que povoaram a Terra durante a maior parte da existência da vida no planeta.
Não obstante, o físico adverte sobre contatos com seres vivos extraterrestre, alguns dos quais poderiam supor uma grave ameaça para a humanidade, chegando inclusive a invadir e saquear nosso planeta.
"Precisamos apenas olhar para nós mesmos para ver como a vida inteligente pode transformar-se em algo com o que não gostariamos de encontrar. Fico imaginando seres extraterrestres que vivem em enormes naves espaciais que, após esgotar os recursos naturais de seu planeta, perambulam pelo Universo em busca de outro lugar para fazer o mesmo", diz Hawking.
Muito além do planeta Terra existem formas de vida, mas os humanos devem fazer todo o possível para evitar contatos com espécies alienígenas, opina Stephen Hawking, celebre astrofísico britânico e um dos cientistas mais importantes da atualidade.
Segundo o cientista, uma visita alienígena à Terra poderia ter para os humanos o mesmo resultado "não muito favorável" que a expedição de Cristóvão Colombo teve para os indígenas americanos.
As suposições de Hawking são compartilhadas por seu colega Brian Cox, que vê como provável a vida em Marte, Europa (satélite de Júpiter) e Titã (satélite de Saturno).
Por sua vez, o astrônomo britânico Martin Rees adverte que a vida inteligente extraterrestre pode escapar ao entedimento humano, da mesma forma que os chimpanzés são incapazes de entender a teoria quântica.
Fonte:Vermelho
além do planeta Terra existem formas de vida, mas os humanos devem fazer todo o possível para evitar contatos com espécies alienígenas, opina Stephen Hawking, celebre astrofísico britânico e um dos cientistas mais importantes da atualidade.
"A vida biológica seguramente existe em muitas partes do Universo. Além da superfície planetária, poderia se encontrar nos núcleos de estrelas e nos espaços cósmicos em forma de nuvens de microorganismos", assinala Hawking em um novo documentário que será exibido pela cadeia de televisão Discovery, cujos trechos foram resumidos pelo semanário britânico The Sunday Times.
A argumentação de Hawking a favor da existência de vida extraterrestre é muito simples: o Universo tem 100 bilhões de galáxias, com bilhões de estrelas em cada uma delas, assim, a possibilidade de que haja vida somente no planeta Terra é praticamente nula.
"A partir do ponto de vista matemático, a existência de alienígenas é uma conclusão racional. O problema está na aparência e nas intenções que tiverem esses alienígenas", indica o cientista.
Na opinião de Hawking, na maioria dos casos se trataria de alálogos dos micróbios e organismos primitivos que povoaram a Terra durante a maior parte da existência da vida no planeta.
Não obstante, o físico adverte sobre contatos com seres vivos extraterrestre, alguns dos quais poderiam supor uma grave ameaça para a humanidade, chegando inclusive a invadir e saquear nosso planeta.
"Precisamos apenas olhar para nós mesmos para ver como a vida inteligente pode transformar-se em algo com o que não gostariamos de encontrar. Fico imaginando seres extraterrestres que vivem em enormes naves espaciais que, após esgotar os recursos naturais de seu planeta, perambulam pelo Universo em busca de outro lugar para fazer o mesmo", diz Hawking.
Muito além do planeta Terra existem formas de vida, mas os humanos devem fazer todo o possível para evitar contatos com espécies alienígenas, opina Stephen Hawking, celebre astrofísico britânico e um dos cientistas mais importantes da atualidade.
Segundo o cientista, uma visita alienígena à Terra poderia ter para os humanos o mesmo resultado "não muito favorável" que a expedição de Cristóvão Colombo teve para os indígenas americanos.
As suposições de Hawking são compartilhadas por seu colega Brian Cox, que vê como provável a vida em Marte, Europa (satélite de Júpiter) e Titã (satélite de Saturno).
Por sua vez, o astrônomo britânico Martin Rees adverte que a vida inteligente extraterrestre pode escapar ao entedimento humano, da mesma forma que os chimpanzés são incapazes de entender a teoria quântica.
Fonte:Vermelho
Brasilianas.org – Esporte brasileiro
O Brasilianas e um forun de discussoes acerca dos grandes problemas Brasileiros, mediado e criado pelo jornalista Luis Nassif e exibido na TV Brasil,exibido dia 26.04
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Sobre um Lugar Incerto e Não Sabido
*Edson Sibila
Nasci em Lins. Tenho orgulho disso, e de torcer pelo Linense. Gosto de me lembrar de suas ruas e suas esquinas, onde minha infância se tornou adolescência e descobri o mundo. Gosto de lembrar também de outros Linenses. De alguns jamais esqueço. Como do Isaú porteiro do Linense (e do Petrônio, do Country Club). Linense de outros carnavais e de suas sacadas (Ah se elas pudessem falar...). Lembro-me ainda da GSPB (Galera Sadia da Praça da Bandeira), que foi minha escola da vida, onde apreendi o significado e a importância das verdadeiras amizades. Passado tanto tempo (já dobrei a marca de meio século) , descobri que ser Linense é um privilegio, de poucos. Afinal, nascer em um Lugar Incerto e Não Sabido é meio que ser cidadão do mundo. E estar preparado para enfrentar esse mundo. Saudade de Lins....muita saudade. Da turma do 21 de abril e da Auxiliadora (de repente me lembro do Ariga como maestro da Banda). Do GOT e do Chinchão. Do tuniquim e do bar da escola. Dos InterEng e as corridas de RoliMans. Dos ensaios da escola de samba do Linense e do seu inesquecível samba enredo (Lins nos apaixonou.....). Dos antigos festivais de Musica do Circuito Universitário. Gil; Caetano; Belchior; todos estiveram em Lins. Até mesmo o poetinha Vinicius de Moraes passou por lá. Gostou tanto que tomou um porre homérico e ficou mais de três dias curando ressaca na Santa Casa de Lins e a turminha fazendo fila pra visitar. Mas me lembro mesmo é da groselha e da descoberta.....Me lembro dos ETs pedindo água no sanatório (Embaura, Embaura...) Coisa mesmo de louco. Só em Lins.....depois veio o tempo de bater asas e alçar vôos e conhecer outras paradas. Mas a saudade de Lins ficou e bate forte às vezes. Assim como quando o Linense subiu para a Elite. Me deu vontade louca de estar junto a galera gritando é Campeão. Trago vc no coração, querida Lins. Mesmo estando em Lugares Incertos e Não Sabido, jamais deixo de repetir: Tenho orgulho de ser Linense
Edson Sibila é jornalista; especialista em marketing e Turismo e Mestre em Comunicação e Linense de Corpo, Alma e Coração.
*Edson Sibila
Nasci em Lins. Tenho orgulho disso, e de torcer pelo Linense. Gosto de me lembrar de suas ruas e suas esquinas, onde minha infância se tornou adolescência e descobri o mundo. Gosto de lembrar também de outros Linenses. De alguns jamais esqueço. Como do Isaú porteiro do Linense (e do Petrônio, do Country Club). Linense de outros carnavais e de suas sacadas (Ah se elas pudessem falar...). Lembro-me ainda da GSPB (Galera Sadia da Praça da Bandeira), que foi minha escola da vida, onde apreendi o significado e a importância das verdadeiras amizades. Passado tanto tempo (já dobrei a marca de meio século) , descobri que ser Linense é um privilegio, de poucos. Afinal, nascer em um Lugar Incerto e Não Sabido é meio que ser cidadão do mundo. E estar preparado para enfrentar esse mundo. Saudade de Lins....muita saudade. Da turma do 21 de abril e da Auxiliadora (de repente me lembro do Ariga como maestro da Banda). Do GOT e do Chinchão. Do tuniquim e do bar da escola. Dos InterEng e as corridas de RoliMans. Dos ensaios da escola de samba do Linense e do seu inesquecível samba enredo (Lins nos apaixonou.....). Dos antigos festivais de Musica do Circuito Universitário. Gil; Caetano; Belchior; todos estiveram em Lins. Até mesmo o poetinha Vinicius de Moraes passou por lá. Gostou tanto que tomou um porre homérico e ficou mais de três dias curando ressaca na Santa Casa de Lins e a turminha fazendo fila pra visitar. Mas me lembro mesmo é da groselha e da descoberta.....Me lembro dos ETs pedindo água no sanatório (Embaura, Embaura...) Coisa mesmo de louco. Só em Lins.....depois veio o tempo de bater asas e alçar vôos e conhecer outras paradas. Mas a saudade de Lins ficou e bate forte às vezes. Assim como quando o Linense subiu para a Elite. Me deu vontade louca de estar junto a galera gritando é Campeão. Trago vc no coração, querida Lins. Mesmo estando em Lugares Incertos e Não Sabido, jamais deixo de repetir: Tenho orgulho de ser Linense
Edson Sibila é jornalista; especialista em marketing e Turismo e Mestre em Comunicação e Linense de Corpo, Alma e Coração.
Musica do dia
"Fado Tropical", no filme "Fados", de Carlos Saura; canta: Chico Buarque declama: Carlos do Carmo
Cachorro morre intoxicado por coleira anti-pulgas e a Bayer tem de indenizar o dono
copiado do blog do imbroglione
http://blogdoimbroglione.wordpress.com/
23/04/2010
O Tribunal de Justiça do Distrito Federal condenou a empresa Bayer do Brasil a indenizar por morte de cachorro intoxicado por coleira protetora contra pulgas e carrapatos. A sentença, dada pelo juiz do 2º Juizado Especial Cível do Núcleo Bandeirante, foi confirmada pela 2ª Turma Recursal do TJ e pelo STF (Supremo Tribunal Federal) e, portanto, não cabe mais recursos.
De acordo com os autos do processo, o autor alegou que deu, de presente de aniversário de dez anos, ao filho, um filhote da raça Bernese Montain Dog, adquirido em Caraguatatuba-SP. O animal custou R$ 2.000 e o autor pagou R$ 309 pela caixa de transporte. O cão passou por uma consulta, antes do envio, que custou R$ 30. Depois, foi transportado por via área para o DF, pela TAM, o que custou R$ 851,54.
Ao chegar ao DF, o animal foi avaliado e se confirmou o seu perfeito estado de saúde. A veterinária sugeriu que o autor colocasse uma coleira Kiltix, fabricada pela Bayer do Brasil, para proteger o filhote contra pulgas e carrapatos. O autor afirmou que, ao chegar a casa, o animal lambeu a coleira e se intoxicou. O cachorro chegou a ser internado em hospital veterinário, mas morreu. Segundo o pai, a morte do animal lhe causou muito desgaste e sofrimento, especialmente por ver o filho sofrendo.
Em contrapartida, a Bayer afirmou que a culpa foi exclusiva do autor, ao permitir que o animal mastigasse a coleira, e que esta é eficaz e segura. Além disso, argumentou que o animal morreu porque já estava doente e que o autor não demonstrou sofrimento moral com a morte do animal, não tendo direito de receber indenização em nome do filho.
Na decisão de primeira instância, o juiz se baseou no CDC (Código de Defesa do Consumidor). Para o magistrado, a afirmação da Bayer de que o autor não observou as regras de cuidado na colocação da coleira é improcedente, pois a coleira não foi colocada no animal pelo requerente, mas pela veterinária. Tal fato foi confirmado por meio de testemunhas. O juiz explicou ainda que não houve provas de que o cão tenha mascado a coleira ou engolido um pedaço dela. Em depoimento, a veterinária disse que a coleira estava inteira e que aparentava sinais de uma mordida somente.
Além das testemunhas, houve provas concretas de que o animal morreu devido à intoxicação pela coleira. “O fato de o animal ter-se intoxicado por uma simples mordida na coleira, não pode ser adotado em favor da requerida, cabendo a esta implementar medida de segurança em seu produto, de tal sorte que o dano ao animal não se consuma neste caso”, afirmou o juiz. Dessa forma, o magistrado condenou a Bayer a indenizar o autor em R$ 6.429,88 por danos materiais e em R$ 1.000 por danos morais.
A Bayer entrou com recurso na segunda instância do TJ-DFT, que o rejeitou e manteve a sentença por maioria. De acordo com o relator da 2ª Turma Recursal, não houve culpa exclusiva do recorrido, pois ele agiu com extremo cuidado ao contratar médico veterinário para colocar a coleira no animal. No STF, a 2ª Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental interposto pela Bayer, mantendo a sentença inicial.
http://blogdoimbroglione.wordpress.com/
23/04/2010
O Tribunal de Justiça do Distrito Federal condenou a empresa Bayer do Brasil a indenizar por morte de cachorro intoxicado por coleira protetora contra pulgas e carrapatos. A sentença, dada pelo juiz do 2º Juizado Especial Cível do Núcleo Bandeirante, foi confirmada pela 2ª Turma Recursal do TJ e pelo STF (Supremo Tribunal Federal) e, portanto, não cabe mais recursos.
De acordo com os autos do processo, o autor alegou que deu, de presente de aniversário de dez anos, ao filho, um filhote da raça Bernese Montain Dog, adquirido em Caraguatatuba-SP. O animal custou R$ 2.000 e o autor pagou R$ 309 pela caixa de transporte. O cão passou por uma consulta, antes do envio, que custou R$ 30. Depois, foi transportado por via área para o DF, pela TAM, o que custou R$ 851,54.
Ao chegar ao DF, o animal foi avaliado e se confirmou o seu perfeito estado de saúde. A veterinária sugeriu que o autor colocasse uma coleira Kiltix, fabricada pela Bayer do Brasil, para proteger o filhote contra pulgas e carrapatos. O autor afirmou que, ao chegar a casa, o animal lambeu a coleira e se intoxicou. O cachorro chegou a ser internado em hospital veterinário, mas morreu. Segundo o pai, a morte do animal lhe causou muito desgaste e sofrimento, especialmente por ver o filho sofrendo.
Em contrapartida, a Bayer afirmou que a culpa foi exclusiva do autor, ao permitir que o animal mastigasse a coleira, e que esta é eficaz e segura. Além disso, argumentou que o animal morreu porque já estava doente e que o autor não demonstrou sofrimento moral com a morte do animal, não tendo direito de receber indenização em nome do filho.
Na decisão de primeira instância, o juiz se baseou no CDC (Código de Defesa do Consumidor). Para o magistrado, a afirmação da Bayer de que o autor não observou as regras de cuidado na colocação da coleira é improcedente, pois a coleira não foi colocada no animal pelo requerente, mas pela veterinária. Tal fato foi confirmado por meio de testemunhas. O juiz explicou ainda que não houve provas de que o cão tenha mascado a coleira ou engolido um pedaço dela. Em depoimento, a veterinária disse que a coleira estava inteira e que aparentava sinais de uma mordida somente.
Além das testemunhas, houve provas concretas de que o animal morreu devido à intoxicação pela coleira. “O fato de o animal ter-se intoxicado por uma simples mordida na coleira, não pode ser adotado em favor da requerida, cabendo a esta implementar medida de segurança em seu produto, de tal sorte que o dano ao animal não se consuma neste caso”, afirmou o juiz. Dessa forma, o magistrado condenou a Bayer a indenizar o autor em R$ 6.429,88 por danos materiais e em R$ 1.000 por danos morais.
A Bayer entrou com recurso na segunda instância do TJ-DFT, que o rejeitou e manteve a sentença por maioria. De acordo com o relator da 2ª Turma Recursal, não houve culpa exclusiva do recorrido, pois ele agiu com extremo cuidado ao contratar médico veterinário para colocar a coleira no animal. No STF, a 2ª Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental interposto pela Bayer, mantendo a sentença inicial.
Mino Carta, astrólogo: “Se Dilma não ganhar, ganha o Serra”
Mino Carta, na CartaCapital
23/04/2010
Em vão busquei a resposta de Homero, da Sibila, do Eremita e muitos mais. Não ouvi o astrólogo Quiroga, profeta na revista Veja
Estariam os deuses do Olimpo dispostos a exercer sua poderosa influência sobre o resultado de nossa eleição presidencial? Ocorre-me a guerra de Troia. Afrodite, deusa do amor, protegia Páris, filho de Príamo, rei troiano. Pallas Ateneia inspirava o grego Ulisses, rei de Ítaca. Foi ele o inventor do célebre cavalo que enganou os troianos e selou sua derrota.
Afrodite deixou cantar sua vocação e seu destino, preferiu o troiano, belo mancebo, dado mais ao galanteio do que ao duelo, responsável pela guerra ao seduzir e raptar a deslumbrante Helena, mulher de Menelau, irmão de Agamemnon, comandante supremo do exército grego. Pallas, nascida do cérebro de Zeus, fortaleceu em Ulisses a astúcia e a audácia. Deu no que deu.
Decidi recorrer a Homero, o vate cego que contou essa história. Poderia haver por parte dos deuses gregos algum interesse pela refrega que por aqui está a começar? Evitou uma resposta direta, recordou apenas que aquelas divindades tão humanas há muito tempo abandonaram o Olimpo, por não achá-lo suficientemente majestoso, um montezinho, pouco mais que um morro.
Procurei, então, a Sibila de Cuma, celebrada na antiquíssima Roma. Ao soldado que perguntava se voltaria da guerra, respondia: “Ibis, redibis, non morieris in bello”, irás, voltarás, não morrerás na guerra. Caso o militar morresse e a família batesse à sua porta para queixar-se, esclarecia prontamente ter dito: “Ibis, redibis non, morieris in bello”.
A despeito da vírgula volúvel, tomei o caminho de Cuma e propus à Sibila: quem ganha, Dilma ou Serra? Ela encarou as paredes de sua caverna, e dela ouvi de saída a seguinte observação, pronunciada em tom tão áspero quanto a pedra que a cercava: “Michelangelo me fez feia demais na abóbada da Capela Sistina, eu sou bem melhor do que aquele monstro”. Insisti. “Se a Dilma não ganhar, ganha o Serra”, sentenciou.
Quando compareci diante da maga Circe colhi em seus olhos um brilho sinistro. Desisti de interrogá-la. A recordação daquele momento atroz em que transforma em porcos os companheiros de Ulisses me fez dar meia-volta e afastar-me de carreira.
Andei pelo deserto em busca de Pedro, o Eremita, talvez ele soubesse quem seria o protegido do Deus cristão, o mesmo que quis as cruzadas contra os infiéis. Temi, obviamente, que pudessem ser leitores dos editoriais da mídia nativa, Pedro e o Altíssimo, de sorte a praticar o wishful thinking. Mesmo assim parti no encalço do frade pregador. Acabei por encontrá-lo no próprio Vaticano, envergava um clergyman muito bem cortado. Foi evasivo, todas as suas preocupações dizem respeito agora ao escândalo dos padres pedófilos. Limitou-se a comentar: “No meu tempo também aconteciam coisas terríveis, os homens pecavam com ursos, éguas, ovelhas”.
Não esqueci madame Blavatsky e a alcancei munido das fotos de Dilma e Serra. Ela esquecera seu pêndulo, infelizmente, a girar sobre as imagens contaria o futuro de cada um. Frequentei os terreiros, mas o pessoal caiu em transe alcoólico. Em vão fui atrás de videntes, cartomantes, jogadores de búzios.
Os profetas estavam a pretender que o colega Daniel se tornasse domador de circo. Os numerólogos perderam-se no labirinto dos logaritmos. Cheguei a cogitar de Paulo Coelho, a quem pediria o endereço de algum alquimista de confiança. Não faltou quem me avisasse: certos assuntos ele só trata com José Dirceu.
Em paz deixei Oscar Quiroga, astrólogo do Estado de S. Paulo, mesmo porque é também o preferido de Serra, o que, em princípio, configura um conflito de interesses. Quiroga foi taxativo, conforme o precioso relato da revista Veja: com todos os sinais astrológicos que ele constatou “seria tolice não arriscar a afirmação de que José Serra deve ser o próximo presidente do Brasil”.
De fato, os sinais são impressionantes: Sol e Netuno em oposição, Lua em Áries, Saturno e Urano em conjugação. Só não ficou claro se quando alude a Saturno também leva em conta o comportamento dos anéis. Contido, Serra admite: “Há uma espécie de ciência por trás disso”. Pensamento singelo, humilde até.
Lembrei-me do antigo Estadão, pioneiro na publicação de horóscopos, se não me engano no final dos anos 40, ou começos dos 50. O jornal carecia de um Quiroga e o astrólogo de plantão recebia contribuições da redação toda. Podia ser de Luiz Carlos Mesquita, o Carlão, que recomendava aos nascidos em Áries que não saíssem de casa no dia seguinte. Ou de meu pai, Giannino, segundo quem os taurinos deveriam abster-se de bifes malpassados. Ele não gostava de carne a verter sangue, e nascera em Touro. Os tempos eram outros.
23/04/2010
Em vão busquei a resposta de Homero, da Sibila, do Eremita e muitos mais. Não ouvi o astrólogo Quiroga, profeta na revista Veja
Estariam os deuses do Olimpo dispostos a exercer sua poderosa influência sobre o resultado de nossa eleição presidencial? Ocorre-me a guerra de Troia. Afrodite, deusa do amor, protegia Páris, filho de Príamo, rei troiano. Pallas Ateneia inspirava o grego Ulisses, rei de Ítaca. Foi ele o inventor do célebre cavalo que enganou os troianos e selou sua derrota.
Afrodite deixou cantar sua vocação e seu destino, preferiu o troiano, belo mancebo, dado mais ao galanteio do que ao duelo, responsável pela guerra ao seduzir e raptar a deslumbrante Helena, mulher de Menelau, irmão de Agamemnon, comandante supremo do exército grego. Pallas, nascida do cérebro de Zeus, fortaleceu em Ulisses a astúcia e a audácia. Deu no que deu.
Decidi recorrer a Homero, o vate cego que contou essa história. Poderia haver por parte dos deuses gregos algum interesse pela refrega que por aqui está a começar? Evitou uma resposta direta, recordou apenas que aquelas divindades tão humanas há muito tempo abandonaram o Olimpo, por não achá-lo suficientemente majestoso, um montezinho, pouco mais que um morro.
Procurei, então, a Sibila de Cuma, celebrada na antiquíssima Roma. Ao soldado que perguntava se voltaria da guerra, respondia: “Ibis, redibis, non morieris in bello”, irás, voltarás, não morrerás na guerra. Caso o militar morresse e a família batesse à sua porta para queixar-se, esclarecia prontamente ter dito: “Ibis, redibis non, morieris in bello”.
A despeito da vírgula volúvel, tomei o caminho de Cuma e propus à Sibila: quem ganha, Dilma ou Serra? Ela encarou as paredes de sua caverna, e dela ouvi de saída a seguinte observação, pronunciada em tom tão áspero quanto a pedra que a cercava: “Michelangelo me fez feia demais na abóbada da Capela Sistina, eu sou bem melhor do que aquele monstro”. Insisti. “Se a Dilma não ganhar, ganha o Serra”, sentenciou.
Quando compareci diante da maga Circe colhi em seus olhos um brilho sinistro. Desisti de interrogá-la. A recordação daquele momento atroz em que transforma em porcos os companheiros de Ulisses me fez dar meia-volta e afastar-me de carreira.
Andei pelo deserto em busca de Pedro, o Eremita, talvez ele soubesse quem seria o protegido do Deus cristão, o mesmo que quis as cruzadas contra os infiéis. Temi, obviamente, que pudessem ser leitores dos editoriais da mídia nativa, Pedro e o Altíssimo, de sorte a praticar o wishful thinking. Mesmo assim parti no encalço do frade pregador. Acabei por encontrá-lo no próprio Vaticano, envergava um clergyman muito bem cortado. Foi evasivo, todas as suas preocupações dizem respeito agora ao escândalo dos padres pedófilos. Limitou-se a comentar: “No meu tempo também aconteciam coisas terríveis, os homens pecavam com ursos, éguas, ovelhas”.
Não esqueci madame Blavatsky e a alcancei munido das fotos de Dilma e Serra. Ela esquecera seu pêndulo, infelizmente, a girar sobre as imagens contaria o futuro de cada um. Frequentei os terreiros, mas o pessoal caiu em transe alcoólico. Em vão fui atrás de videntes, cartomantes, jogadores de búzios.
Os profetas estavam a pretender que o colega Daniel se tornasse domador de circo. Os numerólogos perderam-se no labirinto dos logaritmos. Cheguei a cogitar de Paulo Coelho, a quem pediria o endereço de algum alquimista de confiança. Não faltou quem me avisasse: certos assuntos ele só trata com José Dirceu.
Em paz deixei Oscar Quiroga, astrólogo do Estado de S. Paulo, mesmo porque é também o preferido de Serra, o que, em princípio, configura um conflito de interesses. Quiroga foi taxativo, conforme o precioso relato da revista Veja: com todos os sinais astrológicos que ele constatou “seria tolice não arriscar a afirmação de que José Serra deve ser o próximo presidente do Brasil”.
De fato, os sinais são impressionantes: Sol e Netuno em oposição, Lua em Áries, Saturno e Urano em conjugação. Só não ficou claro se quando alude a Saturno também leva em conta o comportamento dos anéis. Contido, Serra admite: “Há uma espécie de ciência por trás disso”. Pensamento singelo, humilde até.
Lembrei-me do antigo Estadão, pioneiro na publicação de horóscopos, se não me engano no final dos anos 40, ou começos dos 50. O jornal carecia de um Quiroga e o astrólogo de plantão recebia contribuições da redação toda. Podia ser de Luiz Carlos Mesquita, o Carlão, que recomendava aos nascidos em Áries que não saíssem de casa no dia seguinte. Ou de meu pai, Giannino, segundo quem os taurinos deveriam abster-se de bifes malpassados. Ele não gostava de carne a verter sangue, e nascera em Touro. Os tempos eram outros.
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